Tradução:
Enquanto o apresentador for anunciando agradavelmente os Tokio Hotel, vou-vos fornecer algum contexto com antecedência.
Primeiramente, o programa sucedeu-se no dia 5 de Setembro de 2006. Decorreu originalmente durante 75 minutos e 5 pessoas foram convidadas para serem entrevistadas: Primeiro, um cirurgião plástico, que também executa cirurgias reconstrutivas; Em seguida Bill e Tom; Depois um comediante e actor muito conhecido, e por fim, um jornalista que escreve colunas sobre consciências e questões éticas comuns.
Entre cada um deles foram colocadas as questões que irão surgir ao longo do programa.
Ap (Apresentador): Bill, Tom. O quanto é importante a luxúria para vocês? Ou, o que significa para vocês luxúria?
Bill: Actualmente é só dormir, sem dúvida, tempo livre, família e coisas assim. De outra forma, nós não saciamos na luxúria. A única luxúria que temos…
Tom: Se viajas muito, então encontrar bons hotéis é sempre muito agradável. Sim, se alguém de certo modo… Tu tens de te sentir como se estivesses em tua casa, por assim dizer. E os hotéis são, de facto, muito agradáveis quando estão muito bem equipados e acomodados. Portanto, é isso, luxúria para nós.
Ap: Boas refeições ou assim?
Tom: Boas refeições também, claro.
Bill: Principalmente quando estás a viajar ou de férias, porque o nosso tempo livre é mesmo muito curto. E se vamos de férias é realmente muito agradável.
Ap: Não nos digam a localização.
Bill: Não, não. Bem, de certeza que não revelaremos se se tratar de férias ou assim.
Ap: E o que é dinheiro para vocês? O quanto relevante é o dinheiro?
Bill: Eu acho que o dinheiro é obviamente importante, mas não absolutamente, claro. É verdade que é uma parte importante da vida…. Mas não te podes basear sempre nisso, especialmente se…
Tom: Nós viajamos imenso e damos conta disso também… e, claro, nós ganhámos um pouco mais agora… e tu apercebes-te que o dinheiro…
Ap: Ênfase no “ um pouco mais agora”.
Tom: Certo, e apercebes-te que o dinheiro por si só não te faz feliz. Ainda precisas dos teus amigos, família e da tua vida normal também.
Ap: Quem toma conta do vosso dinheiro? Ou são vocês que o gerem?
Tom: Somos nós que o fazemos na sua maioria. Os nossos pais, igualmente, aconselham-nos e não é tipo… como eu referi, nós não o vamos queimar. Não é que possamos, mas… Sim, nós economizámo-lo e eu só o tenho gasto, até agora, para instrumentos, amplificadores e tal, para investir na música.
Ap: Investir em coisas que vocês estão agora a precisar para trabalharem.
[…]
Cirurgião:… e a minha Filosofia não é esta mania da beleza, ou destes lábios botox, nem destes mega seios, mas antes uma cirurgia de se fazer sentir bem. Eu só opero pessoas se a cirurgia não for noticiada mais tarde.
[…]

Ap: Tenho de fazer aqui um inquérito rápido. O que é que te fez gracejar? Foram os seios grandes ou os lábios grandes carnudos.
Tom: Sim, não, eu não podia conter mesmo o riso.
Ap: Pois, eu reparei. Sorrir desmedidamente…
Ap (refere-se ao cirurgião): Já alguma vez alguém se dirigiu a si e pediu “Eu quero perecer-me com Bill e o Tom” ?
Cirurgião: Parece estar destinado a acontecer em breve, não? Por conseguinte até estou contente por estar sentado ao lado dos dois, porque ele é realmente… Eu tenho de me virar para ele. Ele é muito bonito. Tenho mesmo de… [gritos]
Ap: Sem ofensa contra as senhoras aqui presentes ou especialmente os respectivos cavalheiros. Há alguma coisa a fazer?
Cirurgião: Bem, ele tem um nariz magnífico. Ando a analisá-lo a tempo inteiro. Tenho de fazer um molde… E ele também (referindo-se ao Tom).
Tom: Mas tens de o olhar atentamente de perto. Ele tem somente… Ele tem um olhar estrábico.
Ap: Mas é isso que o faz parecer tão erótico. Os olhares estrábicos são para os especialistas dos olhos. Estou apenas a dizer.
Cirurgião: Ele tem um nariz perfeito. Depois do espectáculo eu irei tipo fazer um molde para me permitir recrear narizes nos pedidos.
Ap: Tens pelo menos orelhas salientes ou algo assim?
Bill: Acho que não.
Cirurgião: Perfeito. Não vás na conversa dele. [risos]
Ap: Devo-te pedir perdão? Eu não tentei fazer com que ele acreditasse em nada.
[…]
Ap: Há mais ou menos um ano atrás, nós sentámo-nos juntos muito relaxadamente e tivemos uma conversa. O que foi que mudou na vossa vida desde essa altura?
Tom: Isso aconteceu relativamente no início, não foi?
Ap: Relativamente no início. “Monsun” tinha sido lançado.
Tom: Exactamente. Desde aí temos andado ocupados a viajar, sim. Nós tivemos muitas aparências públicas, muitos espectáculos, ehm, na verdade, nonstop (não parámos). Ehm, e fizemos grandes concertos. No domingo tivemos o nosso concerto de despedida. Erhm, nós fizemos… Portanto, sim, foi mesmo uma grande torné. Bem, muito espectacular. Nós vendemos um incrível número de bilhetes, actuamos em cidades espectaculares e… Chegámos a ganhar uns poucos prémios e…
Ap: Ganharam mesmo.
Tom: Sim.
Ap: Seria mais fácil fazerem uma lista daqueles que não ganharam!
Tom: ya, isso também foi uma grande surpresa, sem dúvida, ehm.
Bill: Na verdade tudo aquilo que se poderia modificar, modificou-se.
Ap: Interessante, vocês apenas mencionaram coisas “externais”: a tour que fizeram, os hotéis que vocês viram, sempre em viajem. Autêntico, eu devo também perguntar: como é que vocês mudaram? O que mudou em vocês a um nível muito pessoal?
Bill: Sinceramente, eu espero não termos mudado como pessoas. Estamos sempre em contacto com as nossas famílias e amigos, e por aí adiante. Acho isso muito importante como um equilíbrio para a nossa vida agitada. De outro modo, nós tentámos sempre… Penso que a nossa vantagem extra é o facto de estarmos juntos há já 6 anos. Já nos conhecemos há imenso tempo atrás e acho que isso é essencial, porque quando te tornas famoso assim de repente, tudo muda, e isso pode também afectar-te, pode mudar-te.
Ap: Uma boa indicação é sempre importante se vocês estão a conhecer pessoas que já conheceram antes.
Bill/Tom: Exacto.
Ap: Por exemplo os vossos amigos da escola…
Tom: Nós não tivemos assim muitos amigos na escola porque não gostávamos muito disso, mas… Sim, tornou-se mais claro quem eram os nossos verdadeiros amigos e aqueles com quem apenas simpatizávamos. Sim, em qualquer dos casos os verdadeiros amigos estão sempre lá. Eles são os velhos tais…
Ap: A quem perguntavam se quisessem saber se tinham mudado?
Bill: Eu não acho que tenhamos de perguntar. A nossa família e os nossos amigos contavam-nos imediatamente. Bem, eles seriam os primeiros a notarem isso.
Ap: Houve assim algo parecido à vossa vida diária nos últimos 11 anos?
Tom: Não, e agradeço por isso. Bem, nós tivemos… bem, como eu disse anteriormente, nós somos… nós obviamente fomos para a escola durante muito tempo… e odiei-a.
Ap: Esses tempos já eram.
Tom: Sim, exactamente. Nós, na verdade, odiávamos a vida escolar.
Bill: Era do pior. Cada dia da vida é terrível. Estou mesmo feliz por fazer isto desta maneira e em que cada dia é diferente.
Ap: O que há assim de tão terrível? Muitas das pessoas têm grande abundância na sua vida diária.
Tom: Verdade. O pior era mesmo ter de acordar às 5h30; Depois tínhamos de ir apanhar o autocarro, conhecer pessoas que tu, na verdade, nem querias conhecer. Erhm, e ter aulas com os professores. Como referi, escolas e professores devem diversificar e ser menos monótonos. Há provavelmente escolas muito boas. No meu caso, este curso de vida: todos os dias chegar a casa às 20h00, e por aí, no dia seguinte levantar-se cedo de novo… Nós não fomos feitos para isso, eu acho. Creio que está dentro de nós o facto de não conseguirmos aguentar muito esse tipo de vida.
Ap: Jochen, consegues imaginar o quanto é complicado para os jovens… de 17 anos, certo?…
Bill: Sim.
Ap: … Sem perder a consideração sobre o que se está a passar? Não apenas aqui, mas em qualquer lugar, todos os dias.
Jochen: É de loucos. Eu próprio não sei se… Eu levantei-me muitas vezes cedo, sabes. Portanto essa é uma questão ideal para mim. Como um jovem actor, eu testemunhei imensas estrelas também e elas realmente não conseguiam lidar com isso. E tenho a dizer, isso requer muita profundidade para… e também ser auto-consciente: “Nós permanecemo-nos fiéis a nós mesmos.” Agora se é realmente verdade, é subjectivo, mas dizendo objectivamente “ Eu não creio que tenhamos mudado”, isso dá força.
Ap: Eu basicamente não me apercebi de nenhuma diferença vossa. A nossa última conversa foi mesmo do mais relaxante. Conversa-se muito bem e cria-se logo uma atmosfera instantaneamente. Quem é que se preocupa com a vossa perda de noção da realidade? Os vossos pais, disseram vocês?
Tom: Sim, mas também somos nós mutuamente. Nós temos uma enorme e inacreditável equipa. Muitas pessoas acompanham-nos todos os dias: equipa de produtores, pessoal da companhia discográfica, o nosso tour manager também, e assim. Prontos, pode-se dizer que actualmente temos uma boa amizade com a nossa equipa, damo-nos muito bem. Tem de ser assim, certo.
Bill: Sim, isso é o mais importante.
Tom: Correcto.
Bill: Desde que estejas com a tua equipagem no dia-a-dia…
Ap: Pessoas da companhia discográfica…?
Bill: Sim, exactamente, mas também aqueles que nos acompanham o dia inteiro, tal como o nosso tour manager, etc. Bem, nós abrimos a porta de manhã e as pessoas encontram-se lá. É quase sempre assim. É muito importante que te sintas confortável neste ambiente.
Ap: E sentem-se semelhantemente confortáveis se tiverem de andar sempre com um guarda-costas atrás?
Bill: Não temos necessariamente um a toda a hora, felizmente. Bem, eu primeiro também considero cansativo, porque nós somos grandes amantes da liberdade. Eu sempre andei livremente e sempre fiz aquilo que quis… e isso torna-se constrangedor, claro. Se caso eu sair privadamente, então levo apenas um capuz e um boné, e dessa forma não necessito deles.
Ap: Mesmo só um capuz e um boné, ambos não servem com a tua juba.
Bill: Não, porque não coloco o meu cabelo assim.
Ap: Pois, estou a ver.
Bill: Sim, mas também já pensei numa peruca, ou num bigode. A sério, nós colocamos qualquer coisa e conseguimos dessa forma sair sem Secus. Isso é…
Ap: Secus? Ah, Security. (Segurança).
Bill/ Tom: Sim, Seguranças.
Bill: Se estamos noutro sítio, como com a banda, então eles estão lá simplesmente. Muitos pensam que isso é absolutamente necessário, mas, frequentemente não precisas deles. Também conhecemos muitas fãs, só para projectá-los nos concertos. Isso é imprescindível para nós.
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